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Venezuela aumenta salário mínimo em quase 300% mas valor ainda é insuficiente para comprar um quilo de carne
Valor subiu para 7 milhões de bolívares, o que é equivalente a 2,5 dólares

Publicado em 01/07/2021 10:46

Foto/Reprodução


Do G1/AFP - O governo da Venezuela anunciou um aumento de quase 300% do salário mínimo, o que, no entanto, não é suficiente para comprar um quilo de carne, devido à galopante hiperinflação.

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"Entra em vigor um aumento do salário mínimo para 7 milhões de bolívares", equivalente a 2,5 dólares, informou o ministro do Trabalho, Eduardo Piñate, diante de uma concentração de seguidores do chavismo em ação por ocasião do dia 1º de maio.

O salário, que aumentou 288,8% ante os atuais 1,8 milhão de bolívares, é complementado com uma gratificação alimentar de "3 milhões de bolívares, para chegar a uma renda mínima de 10 milhões de bolívares".

O montante é insuficiente para recuperar o poder de compra dos venezuelanos, que sofrem a pior crise da história moderna de seu país.

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Os 10 milhões não conseguem comprar um quilo de carne, por 3,75 dólares, em uma economia dolarizada, que atravessa seu quarto ano de hiperinflação e o oitavo de recessão.

Uma caixa de 30 ovos, por exemplo, custa 11 milhões de bolívares, o mesmo que um quilo de queijo, acima da renda mínima.

Esses preços podem subir nos supermercados de algumas áreas de Caracas, onde os preços agora são refletidos em dólares, a moeda de fato, administrada não apenas por comerciantes formais, mas também por vendedores ambulantes.

"Esta não é a melhor notícia para um 1º de maio", disse o economista César Aristimuño à AFP. "Embora seja verdade que gere um pequeno incentivo para muitos venezuelanos, no final o que veremos é um aumento maior de preços, infelizmente".

"Enquanto não gerarmos uma política de crescimento industrial, social e econômico, será muito difícil dar aos venezuelanos poder de compra por meio dos salários", acrescentou. "Não há como perseguir a inflação em uma economia hiperinflacionária por meio do aumento de salários e saldos".

O governo de Nicolás Maduro, atingido por sanções internacionais, liderado pelos Estados Unidos, que o ignora e promove sua saída, havia deixado de anunciar aumentos salariais com exagero como na época de seu antecessor Hugo Chávez. De fato, o último aumento nem foi publicado no Diário Oficial.


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