Brasil
Vaidosa e apaixonada pelos filhos: saiba quem era a mulher assassinada por policial militar

Publicado em 21/05/2024 12:08

Foto/Reproducao


do g1 - Josilene Paula da Rosa, a professora que foi morta ao lado dos filhos pelo ex-namorado policial militar, costumava dizer que a família morreria junto. Ao g1, uma parente contou que a mulher era extremamente preocupada com Gabriel, de 20 anos, e Arthur, de 12. “Ela dizia para a gente: ‘eu não quero morrer e deixar meus filhos, Deus o livre. Se eu morrer, meus filhos vão comigo’. Eles eram muito próximos".

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Josilene foi morta aos 39 anos dentro da própria casa em Apiaí, no interior de São Paulo. O principal suspeito é o PM que trabalha no Corpo de Bombeiros Ednei Antonio Vieira. Ele teria invadido a residência com uma arma furtada e atirado contra Josilene e os filhos por não aceitar o fim do relacionamento com a mulher. Ednei segue foragido.

A familiar – que teve a identidade preservada – descreveu a professora como uma pessoa extremamente vaidosa e apaixonada pelos filhos. “Eram os três para tudo, ela cuidava e se preocupava muito com os meninos, arrumava cada um deles”.

De acordo com a parente, o primogênito de Josilene cursava Direito em uma faculdade na cidade vizinha, mas não deixou de morar com a família. Por isso, ele viajava todos os dias para estudar. “Gabriel idolatrava a mãe”, disse a familiar.

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Caçula entre quatro irmãs, a mulher era carinhosamente chamada de ‘Lene’ na família. No entanto, era conhecida como “Jo” na escola em que trabalhava. Ela dava aulas de Artes e Música e, inclusive, foi homenageada por alunos durante o sepultamento.

Segundo a familiar, o sonho de Josilene era dar aulas. “Quando a gente era criança, brincávamos de escolinha. Ela sempre quis ser professora”, afirmou.

A família acredita que Josilene, Gabriel e Arthur deixaram um grande legado, pois sempre serão lembrados pela união e amor que tinham uns com os outros. Por isso, os parentes pedem para que fotos dos corpos das vítimas no dia do crime não sejam compartilhadas.

“Espalharam nas redes sociais, mas peço para quem tem, que apague. Postem fotos deles vivos, bem, porque essa é a imagem que a gente tem que guardar. A família não precisa ver foto do jeito que eles ficaram”, lamentou a parente.

Josilene Rosa e os filhos Gabriel e Arthur foram mortos a tiros em Apiaí (SP) — Foto: Redes sociais


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