Foto/Reproducao
Do BNews - Nesta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) realizou a Operação Última Ceia, na qual foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva contra um empresário e um policial militar.
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As prisões aconteceram em São José de Mipibu, que fica na Grande Natal, e no bairro Lagoa Nova, localizado na capital potiguar, com apoio da Polícia Militar (PMRN). Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes de extorsão, agiotagem e associação criminosa
Cobranças violentas e esquema após operação anterior
De acordo com as investigações, o grupo atuava na cobrança de dívidas oriundas de empréstimos informais, utilizando ameaças e juros abusivos.
Além disso, exigia valores adicionais sob a justificativa de prejuízos financeiros decorrentes da Operação Amicis, deflagrada em 2025.
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Um dos investigados já havia sido alvo dessa operação anterior e, após ter bens apreendidos, teria passado a pressionar outras pessoas para compensar perdas.
Vítimas sob vigilância e intimidação constante
O inquérito aponta que as vítimas eram submetidas a um cenário de terror psicológico, com monitoramento de rotinas e vigilância frequente.
Há relatos de levantamento detalhado de horários e deslocamentos de familiares, incluindo crianças e adolescentes. Em um dos casos, um bilhete ameaçador foi deixado dentro do sapato de uma vítima, reforçando o nível de intimidação praticado pelo grupo.
Dinheiro, veículos e provas apreendidas
Durante as buscas, realizadas principalmente em imóveis ligados ao empresário em Lagoa Nova, foram apreendidos cerca de 7.535 dólares, 700 euros e R$ 12.700 em espécie.
O total ultrapassa R$ 55 mil, além de cinco veículos, incluindo um carro utilizado nas ações de intimidação. Todo o material será analisado para aprofundar as investigações e rastrear a movimentação financeira dos suspeitos.
Policial militar preso tem histórico criminal
Um dos detidos é sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e já possuía antecedentes criminais. Ele havia sido preso na Operação Caronte, em 2024, por suspeita de envolvimento com grupo de extermínio e homicídios, além de condenação por peculato.
Na ação mais recente, também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
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