'Qualquer hora me mata': PM que morreu com tiro na cabeça se queixou de ciúmes de tenente-coronel em mensagem
Publicado em 19/03/2026 07:18
Foto/Reproducao
Do g1 - A soldada Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado, enviou mensagens a uma amiga se queixando dos ciúmes do marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, apontou a defesa da mulher.
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"Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham [...]", teria dito a PM.
Em depoimento na delegacia, a mãe da vítima afirmou que Gisele vivia um relacionamento abusivo, extremamente conturbado e que o oficial seria abusivo e violento, impondo restrições ao comportamento da filha.
Ela relatou que Gisele era proibida de usar batom, salto alto e perfume, além de ser cobrada pelo cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.
Disse ainda que, quando a policial mencionou a intenção de se separar, o tenente-coronel teria enviado pelo celular uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
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Defesa de coronel sustenta suicídio
Quase um mês após a morte de Gisele Santana, a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ainda sustenta a versão de que a soldado se suicidou com um tiro na cabeça no apartamento do casal em São Paulo. O caso ocorreu em 18 de fevereiro.
“A defesa do tenente-coronel aguarda serenamente o desenrolar da apuração da Polícia Civil com a juntada de todos os laudos e externa a confiança na palavra do coronel: de que trata-se de suicídio", disse neste sábado (14) ao g1 o advogado Eugênio Malavasi, que defende o coronel Geraldo, da Polícia Militar (PM). "E isso será comprovado de foram cristalina ao final da investigação”.
Já o advogado que defende os interesses da família de Gisele subiu o tom ao alegar que a morte da soldado foi consequência de um crime, o feminicídio — cometido, segundo ele, pelo próprio marido dela, o coronel Geraldo.
A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto — Foto: Montagem/g1
"Eu não tenho dúvidas que ele [coronel Geraldo] matou ela [Gisele]. Mas cabe a polícia provar", disse o advogado José Miguel da Silva Júnior também neste sábado à equipe de reportagem.