Foto/Reprodução
Um policial militar de folga atirou e matou um homem durante uma discussão de trânsito em Ceilândia, no Distrito Federal, no último domingo (30). O PM foi identificado como cabo Bruno Correa e a vítima, o promotor de vendas Cledson de Caldas. As informações são do UOL.
O autor do crime disse que os disparos foram em legítima defesa. Segundo ele, Cledson teria ido até seu carro tirar satisfação e o ameaçou de morte. Antes os dois já haviam brigado em um estabelecimento comercial. Segundo o PM, a vítima estava alterada e importunava clientes e funcionários.
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O policial afirma que ficou com medo e decidiu reagir. Ele deu dois tiros na vítima. O caso está sob investigação na 15ª Delegacia de Polícia. O cabo da PM não foi preso. Ele ligou para o 190 e se apresentou espontaneamente à 15ª DP, entregando a arma.
A família de Cledson nega a versão de Bruno. Ao UOL, o irmão da vítima, Cleber de Caldas, contestou a narrativa que o cabo da PM apresentou na delegacia.
“O cara deu um tiro pelas costas do meu irmão depois da discussão. Não acredito nessa versão do policial das ameaças, até porque ele (Cledson) não era violento. Ele era igual uma criança, brincalhão. Ele [o PM] estava despreparado. Eu não sei dizer quem chamou socorro, mas o cara não foi”, acusa.
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“Foi uma tragédia. O policial atirou no meu irmão, puxou para beira da pista e foi embora. Depois de meia hora, ele foi para delegacia. Eu acredito que ele deveria ter ligado para polícia para falar que meu irmão estava alterado antes de atirar, se aconteceu como ele falou”, lamenta.
Nas redes sociais, amigos e familiares de Cledson lamentaram a morte do promotor de vendas. Comentários narram que o homem, conhecido como Keké, era querido e que jamais agiria com violência. O velório aconteceu neste dia 1° em Taguatinga (DF).