Brasil
Policial da Delegacia da Mulher assassinada pelo ex foi morta com 64 facadas
Filho da vítima diz que ex-padrasto, que está foragido, era possessivo e não havia aceitado o término; crime aconteceu no Distrito Federal

Publicado em 17/08/2023 20:28

Foto/Reprodução


Do Extra - A policial da Delegacia de Atendimento à Mulher II (Deam) de Ceilândia, no Distrito Federal, Valderia Peres, que foi assassinada na tarde da última sexta-feira, foi morta com 64 facadas. As informações são da coluna Na Mira, do Metrópoles.

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O crime aconteceu por volta de 12h, em Arniqueiras. O principal suspeito é seu ex-companheiro, Leandro Ferreira, que está foragido. O corpo da vítima foi encontrado pelo filho, cerca de meia hora após o assassinato.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ao chegar em casa, o rapaz encontrou a porta do quarto de Valderia trancada. Como ela não respondia, ele deu a volta por fora e entrou no cômodo pela janela, quando encontrou o corpo da mãe.

À polícia, o filho de Valderia, de 23 anos, disse ainda que ela e Leandro, seu ex-padrasto, estavam em um processo de separação e que o homem havia saído de casa há cerca de um mês. No entanto, sem aceitar o término, procurava a policial no trabalho e em outros lugares pedindo para reatar o relacionamento.

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Ele contou ainda que Leandro tinha comportamentos possessivos e às vezes gritava, embora nunca tenha observado um episódio de agressão física. A Polícia Civil divulgou a imagem de Leandro Peres Ferreira para tentar localizá-lo. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo site da PCDF ou pelo Disque-Denúncia 197.

Leandro Peres Ferreira é procurado suspeito do assassinato da ex-companheira Valderia Peres. — Foto: Polícia Civil do Distrito Federal
Leandro Peres Ferreira é procurado suspeito do assassinato da ex-companheira Valderia Peres. — Foto: Polícia Civil do Distrito Federal

Em nota, a PCDF lamentou a morte de Valderia, destacando que ela era uma “profissional dedicada”. “Sua partida deixa um grande vazio tanto na PCDF, instituição que ela serviu com zelo e coragem, quanto nos corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la e trabalhar ao seu lado”, disse a corporação.

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), também em nota, ressaltou que a policial foi “vítima de um crime brutal e covarde”. Disse também que se trata de “uma triste lembrança do quão importante é o fortalecimento da luta no combate à violência contra a mulher em nossa sociedade”.

 

“Os policiais civis do DF reafirmam seu compromisso no combate à violência contra as mulheres, em homenagem à memória da policial civil Valderia e de todas as mulheres que perderam suas vidas de forma injusta. Que sua coragem seja inspiração e guie a sociedade na busca por um futuro sem violência e melhor para todas as mulheres”, afirmou.


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