Brasil
Polícia intensifica buscar por homem suspeito de assassinar asfixiada mulher grávida e depois atear fogo no corpo
A vítima foi identificada como Débora da Silva Alves, de 18 anos

Publicado em 09/08/2023 19:51

Foto/Reprodução


Do G1 - O principal suspeito do assassinato da grávida de 18 anos morta por asfixia na zona leste de Manaus, Amazonas, pode ter fugido para o estado do Pará, segundo a polícia civil. Por meio da da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a polícia está divulgando a imagem do suspeito identificado como Gil Romero Machado Batista, que seria o pai do bebê que a jovem esperava.

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A vítima foi identificada como Débora da Silva Alves, de 18 anos. Ela estava grávida de oito meses, e de acordo com a polícia, o suspeito do crime era o pai da criança.

De acordo com o o delegado Ricardo Cunha, titular da unidade especializada, a vítima desapareceu no dia 29 de julho deste ano, quando saiu de sua residência para encontrar o suspeito.

“Ele recusava, veementemente, a paternidade. No início da gravidez, ele ofereceu medicamentos abortivos à Débora e, em junho deste ano, tentou contra a vida dela pela primeira vez. Desta vez, a vítima se defendeu com uma faca, sobrevivendo ao ataque. No dia do crime, a jovem saiu para encontrar Gil Romero, com quem pegaria o dinheiro para comprar o berço do bebê, entretanto, não retornou para casa em seguida”, disse o delegado.

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O corpo da jovem foi encontrado na quinta-feira (3), por uma equipe da DEHS, em uma área de mata no Mauazinho, zona leste, de Manaus, após um dos envolvidos na ação criminosa indicar onde o cadáver estaria.

Dinâmica do crime

A delegada Deborah Barreiros explica que Gil Romero era proprietário de um bar e, também, trabalhava como vigilante em uma usina. No estabelecimento comercial, José Nilson trabalhava como gerente, motivo pelo qual teria proximidade com Gil Romero.

“Além disso, os dois atuavam furtando os fios da fábrica. No dia do crime, enquanto Gil Romero foi se encontrar com Débora, José Nilson foi para a usina subtrair os materiais. Pouco tempo depois, segundo José Nilton conta em depoimento, Gil Romero apareceu com o corpo da jovem, sem vida e com sinais de asfixia”, disse.

Ainda de acordo com a delegada, em depoimento, José Nilson contou que se sentiu coagido a ocultar o cadáver da vítima. Então, eles colocaram o corpo de Débora em um tonel e o queimaram, desovando-o posteriormente.

“No decorrer dos trabalhos investigativos, identificamos que José Nilson teria participação no ato criminoso. Ele foi localizado e preso na data de ontem, além de ter colaborado com as diligências e relatado onde estaria o cadáver da jovem”, explicou.


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