Foto/Reprodução
Do G1 - "Aparentemente, parecia um relacionamento tranquilo, normal. Ela me mostrava um relacionamento tranquilo". A fala é de Rosângela Maria da Silva, mãe de Antonelly Maria da Silva, de 18 anos, morta asfixiada com o filho de 3 anos, em Pombos, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O marido dela, Ronivan Paulo da Silva, de 30 anos, foi preso por suspeita do crime.
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Inicialmente, a Polícia Civil informou que o homem matou a esposa porque ela tinha assassinado o filho do casal, Reynan Paulo da Silva, de 3 anos. Depois, em um novo comunicado para a imprensa, disse que ele é "acusado pelo duplo homicídio". As duas hipóteses são investigadas pela corporação.
Os corpos das vítimas foram encontrados na casa da família. A criança estava no quarto, em cima da cama, com o rosto coberto por um lençol, e a mulher estava no chão da cozinha, também com a cabeça coberta por roupas.
Os assassinatos aconteceram na madrugada desta sexta-feira (3), por volta da meia-noite, na região conhecida como Vila Brasil. O pai da criança e marido da mulher foi preso por policiais militares dentro de um ônibus na rodoviária de Gravatá, no Agreste, quando tentava fugir.
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Uma vizinha da família, que prefere não ser identificada, contou ao g1 que o marido teria matado os dois por ter desconfiado que a mulher tivesse traído ele e que o menino não seria seu filho biológico, após o assunto ser alvo de comentários de amigos e colegas de trabalho dele.
Essa hipótese também é investigada pela polícia.
Segundo a mãe de Antonelly, a filha estava com o marido desde os 14 anos de idade. Ela contou, ainda, que a jovem costumava frequentar muito a casa dela, mas que, recentemente, deixou de ir ver os parentes.
"Para mim foi uma surpresa, porque ela não contava nada do relacionamento dela para mim. [...] Eles se separaram duas vezes, mas voltaram. Achei que era coisa de casal, desse povo novo, mas ela voltou para ele. Ela estava com ele já fazia um bom tempo, desde os 14 anos. Eles se envolveram, e viviam na minha casa. Depois, procuraram um lugar e foram morar", disse.
Vizinha
Vizinha do casal, a dona de casa Rosileide de Negreiros disse que ouviu barulhos vindos da casa por volta das 16h30 da quinta-feira (2). Primeiro, foi um barulho de panelas, e depois, o choro do bebê. Horas depois, o irmão de Antonelly foi à casa dela perguntando se a vizinha tinha visto a vítima.
"Pensei que ela estava fazendo faxina e tinha caído alguma coisa na casa dela. Por volta das 17h ficou tudo calado, tudo soturno, ninguém falou nada. Às 19h, o irmãozinho dela chegou aqui perguntando por ela. [...] Aí ele disse 'tem como a senhora um recado a ela, quando ela chegar? Que mãe já ligou, já passou WhatsApp, mensagem para ela, e o telefone dela não está chamando e ela está muito preocupada'", disse a vizinha.