Brasil
Mulher trans foi morta vítima de ‘Fake News’ após suposto caso de estupro de criança
A criança foi submetida a exames de conjunção carnal, mas o resultado não apontou o ato sexual

Publicado em 16/12/2023 17:17

Foto/Reprodução


A organização comunitária ‘Juventude Sateré-Mawé’ emitiu uma nota nesta sexta-feira (15), onde aponta que a mulher trans, identificada como Jéssica Hadassa de 28 anos, morreu vítima de ‘Fake-News’. A organização esclarece ainda que Jéssica era indígena do povo Sateré-Mawé.

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Jessica Hadassa teve sua foto divulgada em grupos de aplicativos de mensagens como suspeita de estuprar uma criança de 5 anos, no município de Parintins (a 369 quilômetros a leste de Manaus). A mulher trans indígena, foi assassinada a tiros na noite de quinta-feira (14), após acusação.

A criança foi submetida a exames de conjunção carnal, mas o resultado não apontou o ato sexual.

De acordo com a nota emitida pela organização, a jovem foi acusada de estupro de vulnerável. Mas de acordo com o delegado Adilson Cunha o exame de conjunção carnal teve resultado negativo.

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“Jéssica Hadassa pertence ao território ancestral da calha do rio Uaicurapá. Ela como qualquer jovem indígena quando deixam seus territórios em busca de melhoria na qualidade de ensino e vida. Infelizmente somos violentamente debruçados diante da sociedade. Taxados como ‘selvagem’, ‘doidos da cabeça’ palavras e ações discriminatórias contra nossos corpos por serem diferentes. Esse caso não é apenas por ela ser uma mulher Trans, mas no parâmetro geral qualquer pessoa está sujeita diante de ‘fake news’ ou a falta de apuração das notícias. Repudiamos qualquer violência seja contra mulheres, crianças, idosos e Lgbtqia+, diz um trecho da nota.

A organização pede Justiça e exige que órgãos competentes tomem as medidas cabíveis.

“Pedimos justiça pela vida ceifada injustamente da nossa parenta Jéssica Hadassa. NÃO deixaremos que nosso “corpo território” seja injustiçados por isso. Exigimos a polícia 3°DIP, a Funai, ministério dos povos indígenas que imediatamente sejam tomadas medidas cabíveis em resposta a esse caso”, finaliza a nota.

Veja a publicação:

 

Do  24AM

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