Mãe e filha tiveram 90% do corpo queimado em ônibus em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/TV Globo
Do G1 - A menina que teve 90% do corpo queimado após um ônibus ser incendiado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, morreu na noite desta quinta-feira (6), de acordo com a prefeitura. Heloíse Victoria da Silva Ribeiro tinha 4 anos e estava internada no CTI de um hospital da cidade.
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O caso aconteceu na quarta-feira (5). De acordo com as investigações, um homem de 39 anos, é suspeito de ter colocado fogo no ônibus em que a menina estava. Ele foi preso.
A prefeitura informou que Heloíse sofreu queimaduras de 2º e 3º grau pelo corpo. A menina estava internada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. A morte foi confirmada às 21h27, após as equipes de saúde tentarem reanimá-la por 25 minutos.
Além de Heloíse, a mãe dela também se feriu no incêndio e teve 90% do corpo queimado. Até a última atualização desta reportagem, a mulher continuava internada em um hospital do Rio.
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O suspeito de atear fogo no ônibus também ficou ferido e está internado sob custódia. A prefeitura informou que o suspeito teve 50% do corpo queimado. O homem foi transferido para o Hospital Municipal Pedro II, no Rio, nesta quinta-feira. Segundo a unidade de saúde, o estado de saúde dele é estável.
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Heloíse Victória da Silva Ribeiro, de 4 anos — Foto: Reprodução/ TV Globo
O caso
Testemunhas afirmam que o suspeito entrou no ônibus em que as vítimas estavam com um galão de gasolina e uma faca na mão. O ataque aconteceu no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto.
De acordo com o relato, no ponto de parada seguinte, o homem começou a furar o galão e jogou o combustível sobre os passageiros, ao mesmo tempo em que os ameaçava com a faca. Testemunhas dizem que ele não deixou nenhum passageiro sair.
Familiares disseram Heloíse e a mãe, Larissa Silvestre da Silva, tiveram dificuldade em enfrentar o fogo e descer do veículo. Ambas sofreram queimaduras em 90% do corpo.
Além das duas, outras três passageiras também tiveram ferimentos, mas foram liberadas.
O suspeito, que foi preso em flagrante pelo incêndio, foi levado sob custódia ao Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias. Nesta quinta, ele foi transferido para o Rio de Janeiro, onde segue internado.
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