Brasil
Morre adolescente que ficou tetraplégico após queda durante treino de jiu-jítsu
O jovem passou quase dois meses internado com complicações clínicas e neurológicas

Publicado em 20/09/2023 11:46

Foto/Reprodução


Do G1 - O menino de 15 anos que tinha ficado tetraplégico após sofrer uma queda durante um treino de jiu-jitsu morreu nesta segunda-feira (18), após uma parada cardiorrespiratória. Douglas Souza Braga estava internado no Hospital Geral de Nova Iguaçu desde o dia 27 de julho, quando a queda aconteceu.

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O jovem passou quase dois meses internado com complicações clínicas e neurológicas. Inclusive, ele já tinha sofrido uma outra parada cardíaca antes.

Douglas teve uma lesão grave na coluna após uma suposta queda no Centro de Treinamento Renan Teodoro, que é credenciado ao grupo GFTeam, em Japeri.

Como foi o incidente

A mãe conta que, no dia 27 de julho, recebeu uma ligação do centro dizendo que o filho tinha caído. Por ele praticar a luta desde os 8 anos, Suzane Santos pensou que não havia sido nada grave. Além disso, o instrutor tinha dito que foi “uma coisa boba”. Douglas já era faixa laranja.

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Segundo relatos, Douglas estava treinando com um jovem de 18 anos, mais graduado que ele e sem supervisão de um instrutor. Estaria acontecendo um aulão nesse momento, e o professor estava tirando fotos, segundo um colega do menino.

Após a tomografia no hospital, porém, foi confirmado que Douglas tinha ficado tetraplégico.

A médica disse: ‘Mãe, não foi uma coisa boba. Eu nem sei como falar para vocês, mas o filho de vocês está tetraplégico‘”
— Suzane, mãe de Douglas

O rapaz precisou colocar três placas de titânio na coluna. No dia 30 de agosto, ele chegou a ter uma parada cardíaca, mas foi reanimado.

Em uma conversa com a mãe, ele disse que foi jogado no chão de maneira brusca e que gritou de dor na hora.

A família quer respostas, mas a 63ª DP (Japeri) se recusou a registrar o caso, no dia 12 de agosto, segundo o pai. O policial teria dito que não é um caso de polícia e recomendou que a Defensoria Pública fosse procurada.

Sem câmeras de segurança ou explicações contundentes, só o que a família tem são relatos de colegas do jovem. O dono da academia teria dito que não podia falar o que aconteceu porque não viu.


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