Brasil
Juiz decreta prisão preventiva de mãe e padrasto de menina de 2 anos morta por suspeita de estupro e espancamento
A polícia investiga a suspeita de espancamento por parte do padrasto da menina e possível estupro

Publicado em 28/01/2023 22:47

Foto/Reprodução


O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, converteu neste sábado (28), durante audiência de custódia, a prisão temporária em preventiva de Stephanie de Jesus Dada Silva, 24 anos, e de Christian Campocano Leitheim, 25 anos. Eles, são respectivamente, mãe e padrasto, de Sophia de Jesus Ocampo, de 2 anos, morta por suspeita de estupro e espancamento.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

O casal foi preso em flagrante por suspeita de homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável, da criança, de acordo com a Polícia Civil. Eles estão na carceragem da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro e devem ser encaminhados para unidades penais. O padrasto para a penitenciária estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira e a mãe para o estabelecimento penal Feminino "Irmã Irma Zorzi".

Sophia foi sepultada na manhã deste sábado (27), em Campo Grande. Ela chegou morta à unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, na quinta-feira (26).

A polícia investiga a suspeita de espancamento por parte do padrasto da menina e possível estupro. De acordo com o delegado do caso, Pedro Cunha, a criança tinha muitos hematomas pelo corpo.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

De acordo com a Polícia Civil, a mãe levou a menina à unidade de saúde, ao qual ela já chegou morta. Os médicos constataram que o óbito havia ocorrido cerca de quatro horas antes. No corpo da vítima havia vários hematomas e indícios de violência sexual.

Pai pediu a guarda

O pai de Sophia, Jean Carlos Ocampo, já tinha pedido a guarda da menina antes do crime. De acordo com a Polícia Civil, o pai da criança realizou duas denúncias de maus-tratos em 2022 e ambos os inquéritos policiais foram concluídos e encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

“O pai da criança já tinha registrado boletim de ocorrência aqui na DEPCA, dois boletins de ocorrência de maus-tratos. Em novembro e em março do ano passado, ambos já haviam sido concluídos, e encaminhados ao Poder Judiciário”, afirma a delegada Anne Karine Trevisan.

Igor de Andrade, companheiro do pai da vítima, relatou ao g1 que eles tentaram conseguir a guarda da criança, mas um dos impedimentos seria a homofobia por parte da mãe da criança.

“Ela dizia que não deixaria a filha com dois homens”, contou.

O parceiro ainda relatou que as visitas à menina só foram possíveis após o pai da criança entrar na Justiça e, assim mesmo, só via a filha do jeito que a mãe determinava.

g1 procurou o MPMS para saber o andamento do processo. Em nota, o Ministério Público Estadual informou que um dos processos foi arquivado após a avó, a mãe e o pai da criança serem ouvidos. A outra ocorrência não chegou ao órgão.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -


COMPARTILHAR NO WHATSAPP