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‘Jejum para conhecer Jesus’: ‘culto da fome’ incentivado por pastor deixa 58 mortos
Parte dos mortos estava em uma vala comum em uma floresta na região, mas a polícia ainda busca por desaparecidos.

Publicado em 24/04/2023 11:39

Foto/Reuters


O Globo - A polícia do Quênia informou nesta segunda-feira (24) que subiu para 58 o número de mortos em uma igreja que incentivava os seguidores a jejuarem. Os corpos foram encontrados ao longo dos últimos três dias em Malindi, no leste do país.

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Os mortos faziam parte da Igreja Internacional da Boa Nova, cujo fundador, Makenzie Nthenge, incentivou os seguidores a fazerem abstinência total de alimentos "para conhecer Jesus", segundo as investigações.

Nthenge foi preso há dez dias, mas seus seguidores seguem escondidos cumprindo as orientações do pastor, segundo a polícia. Parte dos mortos estava em uma vala comum em uma floresta na região, mas a polícia ainda busca por desaparecidos. 

Na semana passada, as autoridades encontraram os corpos de quatro adeptos da igreja, após receberem uma denúncia que apontava a existência de uma possível vala comum.

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Parte dos mortos estava em uma vala comum (Foto: Reuters)

Parte dos mortos estava em uma vala comum (Foto: Reuters)

Uma mulher foi encontrada no domingo (23) pelas autoridades com fraqueza recusando-se a ingerir alimentos. Ela foi levada a um hospital. Outros 11 fiéis, sete homens e quatro mulheres de entre 17 e 49 anos, foram hospitalizados na semana passada após receberem ajuda na floresta, conhecida como Shakahola.

De acordo com a polícia, Nthenge iniciou uma greve de fome e segue "orando e jejuando" enquanto permanece preso. Seis seguidores de Makenzie Nthenge também foram detidos. Um relatório policial indicou que várias pessoas foram "mortas de fome com o pretexto de conhecer Jesus depois que um suspeito, Makenzie Nthenge, pastor da Igreja Internacional da Boa Nova, fez nelas uma lavagem cerebral".

A mídia local informou que Nthenge já havia sido detido e indiciado no mês passado depois que duas crianças da seita morreram de fome. No entanto, ele pagou uma fiança de 100.000 xelins quenianos (cerca de R$ 3,7 mil) e foi liberado.


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