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INSS: Saiba como comprovar união estável para receber pensão por morte
Em caso de falecimento do parceiro, provas da união estável devem comprar relacionamento de pelo menos dois anos.

Publicado em 08/10/2021 11:47

Foto/Reprodução


Do Capitalist - Conseguir a pensão por morte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode ser difícil para quem está em uma união estável. Isso porque muitos casais não formalizam o relacionamento, e na hora da necessidade o interessado não sabe como comprovar o relacionamento.

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Para ter direito à pensão por morte, é necessário estar em uma união estável pelo menos dois anos antes da data do falecimento.

A escritura pública pode ser usada na comprovação, mas o segurado precisa apresentar dois ou mais comprovantes de que vivia junto com o parceiro.

A advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), explica que é possível comprovar a situação do casal por meio de fotos. Caso a pessoa não tenha maneiras de provar a união com dois documentos, pode apresentar uma prova documental e testemunhas. Sem pelo menos um documento, é impossível solicitar o benefício.

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“Se não tiver as duas provas documentais, tem que fazer uma prova testemunhal, solicitando uma justificação administrativa, com no mínimo três testemunhas. Mas caso tenha duas provas documentais, é suficiente”, explica Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários).

  • Certidão de nascimento de filho em comum.
  • Comprovante de casamento no religioso;
  • Declaração de Imposto de Renda do segurado, constando o interessado como seu dependente;
  • Disposições testamentárias;
  • Declaração especial feita perante tabelião;
  • Prova de mesmo domicílio;
  • Prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida civil;
  • Procuração ou fiança reciprocamente outorgada;
  • Conta conjunta;
  • Registro em associação de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do segurado;
  • Anotação constante de ficha ou livro de registro de empregados;
  • Apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária;
  • Ficha de tratamento em instituição de assistência médica, da qual conste o segurado como responsável;
  • Escritura de compra e venda de imóvel pelo segurado em nome de dependente;
  • Declaração de não emancipação do dependente menor de 21 anos.

Importância de formalizar 

Para evitar transtornos na hora de provar a união estável, é importante formalizar a parceria por meio de uma escritura pública. O processo deve ser feito em tabelião de notas mediante apresentação de provas documentais e testemunhas.

“É possível apresentar todos os documentos que provem aquela união, como comprovantes de endereço das duas pessoas no mesmo endereço. Um deles pode ter a conta de luz no nome e o outro a de água ou a fatura de um cartão de crédito, mostrando que vivem juntos”, exemplifica Ruslan Stuchi, advogado previdenciário e sócio do Stuchi Advogados.

Também é importante provar desde quando o casal vive junto, já que quanto mais documentos, melhor.

A escritura pública de união estável pode ser solicitada pelo  site do Colégio Notarial do Brasil. Durante a pandemia, o procedimento está sendo feito online, mediante videoconferência e assinatura digital. Em São Paulo, a emissão do documento custa R$ 473,82 atualmente.


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