Foto/Ilustrativa
Na última terça-feira (06) a Polícia Civil descobriu ser uma farsa um suposto crime de tortura ocorrido na semana passada, na cidade de Confresa (MT). Foi apurado que a suposta vítima se automutilou para tentar comover sua ex a reatar o relacionamento amoroso.
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De acordo com o Banda B, a polícia informou que durante os relatos, ele alegou ter sido sequestrado por quatro pessoas encapuzadas e colocado em um carro. Em seguida, disse ter sido levado para uma região de mata, onde teria tido suas orelhas arrancadas durante uma sessão de tortura.
Minutos após o episódio de agressões, disse ele, os suspeitos o abandonaram na região central de Confresa, a cerca de 1.050 km de Cuiabá. Um homem chegou a ser investigado sob a suspeita de ter envolvimento no sequestro, segundo a Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso (PJC).
No entanto, como disse ao jornal O Globo, o delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira notou constantes contradições em depoimentos do homem que fizeram os agentes desconfiarem da versão dele.
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Ele primeiro narrou que teria sido capturado por quatro homens e levado para uma região de mata. Depois, disse que teria se envolvido com uma mulher casada e que o marido dela teria ido atrás dele, torturado e cortado orelhas dele sozinho. Depois deu outras versões mentirosas. Testemunhas próximas a ele disseram que o homem costumava mentir muito. Não tinha credibilidade nenhuma. Chegamos à conclusão que ele estava mentindo porque estava com vergonha de assumir o que fez", afirma o delegado.
A polícia também apurou que o homem fez pesquisas relacionadas à automutilação no mesmo dia em que ele disse ter sido sequestrado: "Como cortar orelha de cachorro"; "como cortar orelha de um homem" e "quais os perigos".
"No mesmo dia, à noite, ele se automutilou e dois dias depois procurou a polícia relatando ter sido vítima de tortura. A Delegacia da Polícia Civil empregou vários policiais na investigação devido à gravidade da denúncia", divulgou a PJC.
O suspeito pode ser condenado a até oito anos de prisão por denunciação caluniosa.