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Em 2022: Salário mínimo terá maior reajuste desde 2016, porém sem aumento real; entenda
Para fazer o reajuste, o governo federal levou em consideração a inflação acumulada no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Publicado em 21/12/2021 17:37

Foto/Reprodução


Do FDR - Novo salário mínimo é anunciado pelo governo federal. Nessa semana, o Congresso recebeu o projeto de lei que determina o orçamento de 2022. Pelo documento, o piso salarial nacional aumentará de R$ 1.100 para R$ 1.210. O reajuste deve ser o maior já realizado desde 2016, mas não apresenta um acréscimo significativo para a população. Entenda.

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As projeções econômicas para 2022 não são nada positivas. De acordo com o projeto orçamentário enviado para o Congresso Nacional, o salário mínimo ficará em R$ 1.210. Tal número equivale a um aumento de 10,4% em comparação com 2021.

Para fazer o reajuste, o governo federal levou em consideração a inflação acumulada no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). No entanto, é válido ressaltar que há a possibilidades de mudanças a partir de janeiro, quando será determinado o indicador do mês de dezembro.

Maior reajuste da história?

O novo salário mínimo contará com o maior acréscimo desde o ano de 2016. Isso porque nesse período o INPC também estava em alta. No entanto, apesar de tal indicativo, a população ainda se manterá abaixo da quantia necessária para a manutenção do lar.

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De acordo com os levantamentos do Dieese, atualmente uma família de até 4 pessoas precisa receber ao menos R$ 4 mil para ter acesso a todos os direitos básicos, como saúde, alimentação, educação e moradia.

Isso significa dizer que ainda que haja um aumento, o brasileiro viverá com as contas apertadas tendo em vista os desdobramentos da inflação. As contas se mantêm em alto, ou seja, há cobranças maiores do que a quantia repassada com base no piso nacional.

Porque manter o salário mínimo baixo é positivo?

O principal motivo pelo qual o governo federal não aprovou um reajuste maior no salário mínimo é que isso reflete diretamente em suas contas. Quanto mais alto o valor do piso nacional, ampliados são os seus gastos.

É válido ressaltar que o salário mínimo é utilizado como referencia para a concessão de uma série de benefícios. Todos os abonos do INSS são calculados a partir dele, assim como o seguro desemprego e o PIS/PASEP.

 

A cada R$ 1 real acrescentado no piso nacional, significa que o ministério da economia tem uma nova despesa de aproximadamente R$ 50 milhões. Ao ser questionado sobre o reajuste insignificante para a população, Paulo Guedes, chefe da pasta financeira, afirmou que faz parte do processo de desenvolvimento econômico do país.

Ou seja, durante os próximos meses o brasileiro que vive com o piso salarial terá que apertar ainda mais as contas para garantir seu sustento.

Média de custeio do brasileiro em 2021

O último levantamento realizado pelo Dieese pontuou os seguintes dados sobre as despenas nacionais com base no salário mínimo e na inflação:

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  • Valor da cesta: R$ 650,50.
  • Variação mensal: 1,56%.
  • Variação no ano: 3,02%.
  • Variação em 12 meses: 20,47%.
  • Produtos com alta de preço médio em relação a julho: batata (27,30%), banana (7,25%), açúcar refinado (4,35%), manteiga (3,04%), farinha de trigo (2,39%), pão francês (0,91%), café em pó (0,86%), tomate (0,75%), óleo de soja (0,63%) e feijão carioquinha (0,58%).
  • Produtos com redução do preço médio em relação a julho: arroz agulhinha (-1,46%), carne bovina de primeira (-0,78%) e leite integral (-0,39%).
  • Jornada necessária para comprar a cesta básica: 130 horas e 06 minutos. Percentual do salário mínimo líquido gasto para compra dos produtos da cesta para uma pessoa adulta: 63,93%.


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