Brasil
Crime brutal - Mulher atacada a golpes de marreta com filha e sobrinha morre no hospital; Ninguem escapou com vida
Depois do crime, ele colocou fogo na casa onde elas estavam

Publicado em 10/10/2023 10:52

Foto/Reprodução


De O Globo - Natasha Albuquerque, de 30 anos, morreu na tarde deste domingo. Ela era a única sobrevivente do ataque que tirou a vida de Luísa Fernanda da Silva Miranda, de 5 anos, e Ana Beatriz, de 4 anos, no último dia 23. O principal suspeito do crime, David Souza Miranda, de 39, era pai de Luisa e foi preso enquanto tentava fugir. Depois do crime, ele colocou fogo na casa onde elas estavam. Natasha era sua ex-cunhada e teve 90% do corpo queimado. Segundo as investigações da polícia, David cometeu o crime para se vingar da sua ex-mulher, Nayla Maria de Albuquerque.

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Infelizmente não tínhamos muito o que esperar. Ela não teria uma vida digna se sobrevivesse. Pelo menos agora ela parou de sofrer. Apesar da tristeza, já estávamos esperando essa notícia — disse o primo Alexander Gomes.

Nas redes sociais, ele postou uma homenagem à Natasha:

"Você foi muito forte, prima. Lutou pela sua vida com tanta coragem, mesmo os médicos dizendo que era impossível você ainda estar viva. Você resistiu até o seu limite. É uma pena perder alguém dessa forma, espero que nenhuma família tenha que passa por essa for, mas agora você está em um lugar descansando. Nós te amamos", escreveu ele.

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Crime brutal

À polícia, Nayla disse que David insistiu para ver a filha no dia do crime. Por isso, eles teriam combinado de a menina ir à casa dele às 22h na companhia da tia Natasha, a única pessoa adulta da família que podia ter contato com ele, e da prima Ana Beatriz. No local, o homem teria agredido as três com golpes de marreta e, posteriormente, ateado fogo na casa.

Um vizinho de David contou à polícia que chegou a entrar na casa para socorrer as crianças. No local, ele disse que encontrou a menina mais nova com as pernas amarradas na cama, com o corpo queimado, mas ainda viva. Segundo ele, a mais velha, Luisa, não respondia mais a nenhum estímulo e já parecia estar morta. Segundo a testemunha, Natasha estava em um sofá na sala, "toda queimada e não falava nada". Ela segue internada em estado grave.

Cerca de duas horas depois do crime, de acordo com o depoimento de Nayla, David teria ligado, dizendo que ela: "tinha causado uma desgraça na família e que sua filha tinha implorado para não morrer". A frase faz menção às denúncias feitas por ela à polícia sobre as agressões sofridas contra ele, que era "agredida fisicamente durante todo o relacionamento". Além disso, contou que a filha Luísa Fernanda assistia às cenas de agressão e também era vítima dele. Segundo Nayla, em uma ocasião, David teria batido em Luísa de tal forma que a menina ficou com a perna roxa. Ele dizia que era uma maneira de corrigi-la.

Nayla conta que soube do incêndio por meio da facção criminosa que domina a comunidade onde mora. Ela relatou ter ficado preocupada com a demora da irmã e das meninas à sua casa e que, por isso, pediu aos traficantes que fossem até à casa de David. No local, testemunhas disseram que duas crianças e uma mulher haviam sido levadas, em estado grave, a hospitais. No Albert Schweitzer, soube que a filha havia chegado sem vida.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o Quartel de Campo Grande foi acionado para conter um incêndio na casa, localizada na rua Caminho do Abel. Chegando ao local, depois das 23h da última sexta-feira, foram parados por moradores para socorrer a mulher, vítima de queimadura; as meninas já haviam sido socorridas por vizinhos.

Segundo a Polícia Militar, agentes foram acionados para checar uma ocorrência de violência contra a criança, após as meninas, vítimas de queimadura, terem sido socorridas por vizinhos para a unidade e para a Upa de Bangu. David Souza Miranda foi preso na Tijuca enquanto estava em fuga.


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