Brasil
Casada há 28 anos, mulher planeja morte do marido para receber seguro de vida; Ela pagou R$ 1,5 mil a pistoleiro
De acordo com as investigações, a motivação do crime seria, supostamente, financeira

Publicado em 31/03/2023 09:24

Dinorah Belém Pinto Alves foi presa como suspeita de mandar matar o marido em Manaus — Foto: Carolina Diniz/Rede Amazônica


Do G1 - A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) afirmou, nesta quinta-feira (30), que a mulher do motorista de ônibus Luís Pinheiro Alves planejou a morte da vítima, para ficar com o seguro de vida. Ele foi morto a tiros em 2022, em Manaus, a caminho do trabalho. A suposta mandante e o atirador foram presos.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Apontada como mentora do crime, Dinorah Belém Pinto Alves, 59, foi presa na quarta-feira (29), quando se apresentou à polícia.

Conforme a delegada Deborah Barreiros, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a mulher pagou R$ 1,5 mil para Lucas Lima da Fonseca, de 25 anos, executar o Luís Pinheiro Alves. Ela e a vítima foram casados por 28 anos.

De acordo com as investigações, a motivação do crime seria, supostamente, financeira. A Polícia Civil apurou que Luís Pinheiro Alves tinha seguro de vida, estava prestes a se aposentar, e iria receber uma quantia de dinheiro significativa da empresa em que trabalhava como motorista de ônibus.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

A delegada não especificou quanto a vítima tinha a receber no total.

Segundo a delegada, no dia do assassinato, o atirador chegou de motocicleta no local do crime, aguardou o motorista sair de casa para ir trabalhar, perseguiu a vítima e alvejou o homem com disparos de arma de fogo.

O crime ocorreu na madrugada do dia 7 de novembro de 2022, no conjunto Ouro Verde, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Luís Pinheiro Alves, que tinha 62 anos, morreu na hora.

Lucas Lima, apontado como atirador, também foi preso na quarta-feira, durante buscas no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. Ele e Dinorah Belém devem responder por homicídio qualificado. Na delegacia, os dois não quiseram falar com a imprensa.


COMPARTILHAR NO WHATSAPP